TOP FIVE : CINEMA, LITERATURA E MÚSICA
Em uma noite insone, um calor abafado, eu rolando de um lado para outro nacama, me levantei, liguei a televisão estava passando “ O homem que copiava”. Subitamente veio a idéia de fazer uma seleção dos meus cinco livros preferidos, cinco músicas preferidas da banda Engenheiros do Havaí e cinco filmes nacionais prediletos. Aí vai:
FILMES:
1- MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS( 2001): Direção: André Klotzel.
Muito bom, fiel ao livro. O humor machadiano foi muito bem transportado para a tela. Belas atuações de Petrônio Gontijo e Reginaldo Faria como o impagável Brás Cubas.
2- O HOMEM QUE COPIAVA (2002): Direção: Jorge Furtado. Ambientado em Porto Alegre, contando no elenco com Lázaro Ramos, Pedro Cardoso e Luana Piovani.
3- NETTO PERDE SUA ALMA (2001): Direção; Tabajara Ruas e Beto Souza. Em um hospital de feridos durante a Guerra do Paraguai, o general farroupilha Antônio de Souza Netto recebe a visita de um velho companheiro de lutas o sargento Caldeira, um ex-escravo. Através desse encontro o velho general relembra fatos marcantes de sua vida, um verdadeiro encontro com os fantasmas do passado. Comos atores gaúchos Werner Schümenan e Sirmar Antunes.
4- O AUTO DA COMPADECIDA ( 200O) : Direcão: Guel Arraes Já o vi quatro ou cinco vezes as peripécias de João Grilo ( Mateus Nachtergaele) e Chicó ( Selton Mello) no sertão nordestino e até no além. Filme bom e divertido.
5- O TOQUE DO OBÓE (1999) : Direção: Cláudio Macdowel. Um povoado tem sua rotina mudada com a chegada de um forasteiro tocador de Oboé ( Paulo Betti), os namorados tornam-se mais românticos, um velho senhor resolve ver sua amante de toda a vida completamente nua. Esse forasteiro envolve-se com a mulher do comissário de polícia. Cena muito boa, o comissário ao saber da traição e embriagado brada em praça pública:
- Descobri que soy um grande mierda!
É uma co-produção Brasil /Paraguai.
* MENÇÕES HONROSAS:
TROPA DE ELITE (2007) : Direção: José Padilha. Muito bom, um soco na cara da sociedade brasileira e da dita elite pensante nacional. Ainda conta com a bela de Vagner Moura na pele do lendário Capitão Nascimento.
O CHEIRO DO RALO (20O7) : Direção: Heitor Dhalia. Mostra a paixão de um dono de antiquário ( Selton Mello) pela bunda de uma garçonete, sim a paixão é pela bunda e não pela garçonete.
Musicas:
1- PIANO BAR.
2- DOM QUIXOTE.
3- EXÉRCITO DE UM HOMEM SÓ.
4- DEPOIS DE NÓS.
5- PRA SER SINCERO.
LIVROS
1- Memórias Póstumas de Brás Cubas ( Machado de Assis) : Sou fã do Brás. Belo panorama do Brasil Império.
2- Trilogia O tempo e o vento (Érico Veríssimo) : São sete livros, mas formam uma só obra. Duzentos anos de História do Rio Grande do sul (1745 á 1945) traçadas pela mão de um excelente escritor. Virou série de tv na Rede Globo com Tarcísio Meira no papel do Capitão Rodrigo Cambará:
-Buenas e me espalho nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho.
3- OS MAIAS ( Eça de Queirós) : Belo painel da sociedade portuguesa do século XIX .Também teve adaptação para a tv pela TV Globo.
4 – MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS ( Manuel Antônio de Almeida) : Livro indispensável para entender o Brasil, mostra a sociedade carioca durante o período da vinda da família real, e o incrível é que o autor escreveu o livro com apenas 21 anos de idade.
5- GETÚLIO (Juremir Machado da Silva): Livro que mescla história e ficção , o autor entremea fatos políticos à vida privada e cotidiana dos que conviviam com GG.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
FRASES PARA PENSAR ( BOBAGEM OU NÃO)
Existem frases para tudo, frases de Natal, frases de amor. Também no meu tempo de adolescência as gurias faziam questionários que quase sempre terminavam assim "deixe uma frase para a dona do caderno".
Machado de Assis já brincava com esse tema, seu iniguilável Brás Cubas, esse adorável filho da p......... e meu mestre no estilo digressivo( consiste em divagar sobre vários assuntos sem preocupar-se com a coêrencia)em um dia de sua existência resolveu criar máximas, aí vão algumas:
" Suporta-se com paciência a cólica do próximo."
"Matamos o tempo: o tempo nos enterra."
Eu de vez em quando tenho idéias que podem se transformar em um conto, uma crônica, mas as obrigações do dia-a-dia me fazem deixar para mais tarde, eu até anoto as idéias principais, mas aí quando volto ao tema já fugiu a inspiração. Aí criei uma explicação filosófica para minha arte ser subjugada pelo vil metal ( o dinheiro):
" O dinheiro não traz felicidade, mas paga o anti-depressivo."
Machado de Assis já brincava com esse tema, seu iniguilável Brás Cubas, esse adorável filho da p......... e meu mestre no estilo digressivo( consiste em divagar sobre vários assuntos sem preocupar-se com a coêrencia)em um dia de sua existência resolveu criar máximas, aí vão algumas:
" Suporta-se com paciência a cólica do próximo."
"Matamos o tempo: o tempo nos enterra."
Eu de vez em quando tenho idéias que podem se transformar em um conto, uma crônica, mas as obrigações do dia-a-dia me fazem deixar para mais tarde, eu até anoto as idéias principais, mas aí quando volto ao tema já fugiu a inspiração. Aí criei uma explicação filosófica para minha arte ser subjugada pelo vil metal ( o dinheiro):
" O dinheiro não traz felicidade, mas paga o anti-depressivo."
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
SÁTIRO
A lua cheia
nos revela como realmente somos,
aquele homem que saiu do bar
que agora caminha errante
pela rua é um sátiro,
seus sapatos de couro
ocultam patas de bode
enquanto seu coração oculta
desejos lascivos reprimidos.
Procura ninfas
para seu festim,
mas não as encontra
é apenas um pobre sátiro
satirizado.
* SÁTIRO: criaturas rudes e libidinosas, viviam a perseguir as ninfas .
OBS: as ninfas eram moças bonitas que andavam passeando pelos bosques, banhando-se nos rios.
A lua cheia
nos revela como realmente somos,
aquele homem que saiu do bar
que agora caminha errante
pela rua é um sátiro,
seus sapatos de couro
ocultam patas de bode
enquanto seu coração oculta
desejos lascivos reprimidos.
Procura ninfas
para seu festim,
mas não as encontra
é apenas um pobre sátiro
satirizado.
* SÁTIRO: criaturas rudes e libidinosas, viviam a perseguir as ninfas .
OBS: as ninfas eram moças bonitas que andavam passeando pelos bosques, banhando-se nos rios.
A literatura como obra de arte
A LITERATURA COMO OBRA DE ARTE: A BUSCA DE UM ESPELHO OU A DESCOBERTA DE UM MUNDO NOVO
Há alguns dias quando eu estava lendo os “ Contos escolhidos’’ do escritor gaúcho Cyro Martins, editados pela editora porto-alegrense L & PM, me ocorreu a seguinte indagação:
Buscamos na literatura a descoberta de um mundo novo ou nos reconhecermos em algum personagem, nos situarmos no tempo ou no espaço ou geograficamente ?
Acho que antes de buscar responder a essa pergunta, cabe fazer uma breve notícia bibliográfica sobre o escritor sul-riograndense citado. Cyro Martins nasceu em Quarai em 1908, tendo sido criado no campo e mais tarde se formado em Medicina, depois se especializando em Psiquiatria, onde também deixou escritos importantes.
Essa coletânea reúne textos que versam sobre suas experiências de guri campeiro como também falam de algumas facetas da vida citadina.
Voltando a pergunta inicial, acho que a literatura pode nos proporcionar as duas coisas, pois nos permite visitar outras épocas, outros países, outras culturas, outras mentalidades, permite por exemplo, um homem no século XXI dialogar com um homem do século XIX. Por outro lado a literatura é uma eterna fonte de reconhecimento, pois apesar do decorrer das eras os sentimentos que movem os humanos continuam sendo os mesmos.
Há alguns dias quando eu estava lendo os “ Contos escolhidos’’ do escritor gaúcho Cyro Martins, editados pela editora porto-alegrense L & PM, me ocorreu a seguinte indagação:
Buscamos na literatura a descoberta de um mundo novo ou nos reconhecermos em algum personagem, nos situarmos no tempo ou no espaço ou geograficamente ?
Acho que antes de buscar responder a essa pergunta, cabe fazer uma breve notícia bibliográfica sobre o escritor sul-riograndense citado. Cyro Martins nasceu em Quarai em 1908, tendo sido criado no campo e mais tarde se formado em Medicina, depois se especializando em Psiquiatria, onde também deixou escritos importantes.
Essa coletânea reúne textos que versam sobre suas experiências de guri campeiro como também falam de algumas facetas da vida citadina.
Voltando a pergunta inicial, acho que a literatura pode nos proporcionar as duas coisas, pois nos permite visitar outras épocas, outros países, outras culturas, outras mentalidades, permite por exemplo, um homem no século XXI dialogar com um homem do século XIX. Por outro lado a literatura é uma eterna fonte de reconhecimento, pois apesar do decorrer das eras os sentimentos que movem os humanos continuam sendo os mesmos.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Um escritor já não tão obscuro
Esses dias falando no msn com a minha amiga Luciana Arrieta Volpato (uma escritora obscura) ela me disse que a editora Cidadela estava selecionando autores amadores para participar de coletânea de contos e poesias, são duas coletâneas de cada gênero, uma para autores filiados no site e outra para todos que quisessem mandar.
Era dia 30 de novembro é o prazo para mandar era até a meia-noite daquele dia, mandei às pressas dois textos(já eram 23 horas) e dois dias depois depois estava com o nome nalista.
O livro custa 20 pila, e os que usarem o meu código que é escritorobscuro ganham 5% de desconto.é uma ótima oportunidade para adquirir esse livro que será um marco da literatura. Se não ser da mundial ou da brasileira, será pelo menos da minha!
Mais informações no blog da cidadela;
http://cidadelaeditorial.blogspot.com/2009_12_01_archive.html
Era dia 30 de novembro é o prazo para mandar era até a meia-noite daquele dia, mandei às pressas dois textos(já eram 23 horas) e dois dias depois depois estava com o nome nalista.
O livro custa 20 pila, e os que usarem o meu código que é escritorobscuro ganham 5% de desconto.é uma ótima oportunidade para adquirir esse livro que será um marco da literatura. Se não ser da mundial ou da brasileira, será pelo menos da minha!
Mais informações no blog da cidadela;
http://cidadelaeditorial.blogspot.com/2009_12_01_archive.html
domingo, 6 de dezembro de 2009
Sobre o futebol
SOBRE O FUTEBOL
O futebol é uma paixão nacional, isto é óbvio e bem sabido.
Nos confins do interior de Cacimbinhas, homens como meu pai chegavam sair para o campo com o rádio de pilha debaixo do braço para escutar o jogo.
Torcedor é paixão, digo por minha parte que os altos salários que os jogadores recebem fazem arrefecer a minha paixão pelo esporte bretão. Eu admiro a raça, por isso ás vezes desculpo o Herrera do Grêmio que não tem grande técnica e também lhe falta perícia nas conclusões, mas ele entra em campo “enlouquecido”, penso esse pelo menos se esforça. Na minha opinião de torcedor faltar vontade é pior do que faltar futebol.
Agora me lembro de um conto do João Ubaldo Ribeiro, que narra um jogo de nordestinos contra um time de “gringos” de uma empresa ferroviária. Em um determinado momento, o combinado nacional estava perdendo e os brasileiros começaram a usar todos os meios lícitos e ilícitos para empatar a partida, chega aparecer a idéia que o jogo limpo é muito bonito mas era a honra da pátria estava em jogo.
Tempos passados! Hoje os jogadores adversários chegam até sair para jantar juntos depois de um clássico, comportamento condizente com a condição de profissional que um dia defende uma equipe e amanhã está na rival. Mas nós torcedores ás vezes preferimos que eles entrassem em campo como quem vai para uma batalha e defendessem o escudo do time como a própria honra.
OBS: Hoje se decide o Campeonato Brasileiro, e olha a ironia:
Eu que sou gremista, vou torcer hoje para o Flamengo contra o meu próprio time para evitar que o coirmão seja campeão.
O futebol é uma paixão nacional, isto é óbvio e bem sabido.
Nos confins do interior de Cacimbinhas, homens como meu pai chegavam sair para o campo com o rádio de pilha debaixo do braço para escutar o jogo.
Torcedor é paixão, digo por minha parte que os altos salários que os jogadores recebem fazem arrefecer a minha paixão pelo esporte bretão. Eu admiro a raça, por isso ás vezes desculpo o Herrera do Grêmio que não tem grande técnica e também lhe falta perícia nas conclusões, mas ele entra em campo “enlouquecido”, penso esse pelo menos se esforça. Na minha opinião de torcedor faltar vontade é pior do que faltar futebol.
Agora me lembro de um conto do João Ubaldo Ribeiro, que narra um jogo de nordestinos contra um time de “gringos” de uma empresa ferroviária. Em um determinado momento, o combinado nacional estava perdendo e os brasileiros começaram a usar todos os meios lícitos e ilícitos para empatar a partida, chega aparecer a idéia que o jogo limpo é muito bonito mas era a honra da pátria estava em jogo.
Tempos passados! Hoje os jogadores adversários chegam até sair para jantar juntos depois de um clássico, comportamento condizente com a condição de profissional que um dia defende uma equipe e amanhã está na rival. Mas nós torcedores ás vezes preferimos que eles entrassem em campo como quem vai para uma batalha e defendessem o escudo do time como a própria honra.
OBS: Hoje se decide o Campeonato Brasileiro, e olha a ironia:
Eu que sou gremista, vou torcer hoje para o Flamengo contra o meu próprio time para evitar que o coirmão seja campeão.
Escritor obscuro
O ESCRITOR OBSCURO
Meu nome é Fábio Souza das Neves, sou licenciado em História pela Ufpel. Desde a adolescência sonho em escrever em um jornal, como até agora não achei ninguém disposto a me dar tal chance, resolvi criar esse blog.
Quem sou eu?
Sou um sujeito que gosta das coisas da vida, mulheres interessantes, futebol, cinema de preferência épicos, bom westerm (não aqueles maniqueístas em que os brancos são sempre os mocinhos e os índio os bandidos), os inspirados em obras literárias, algum drama, enfim um filme que tenha uma boa história, um mate de tardezinha, um rocK tipo Engenheiros do Havaí, Ira e Legião Urbana ( ai meu Deus nenhuma dessas bandas existe mais) e de literatura.
Também publico alguns textos no site www.recantodasletras.com.br.
Acredito que a vida deve ser vista com bom humor, não que eu ache que tudo que está acontecendo no mundo seja bom e olha que para mim muita coisa está errada, mas parafraseando o grande Machado de Assis procuro escrever com a pena da galhofa.
Escrevo por prazer e não me importo se o mundo reservar para mim o ostracismo.
Acho que isso serve como apresentação.
Meu nome é Fábio Souza das Neves, sou licenciado em História pela Ufpel. Desde a adolescência sonho em escrever em um jornal, como até agora não achei ninguém disposto a me dar tal chance, resolvi criar esse blog.
Quem sou eu?
Sou um sujeito que gosta das coisas da vida, mulheres interessantes, futebol, cinema de preferência épicos, bom westerm (não aqueles maniqueístas em que os brancos são sempre os mocinhos e os índio os bandidos), os inspirados em obras literárias, algum drama, enfim um filme que tenha uma boa história, um mate de tardezinha, um rocK tipo Engenheiros do Havaí, Ira e Legião Urbana ( ai meu Deus nenhuma dessas bandas existe mais) e de literatura.
Também publico alguns textos no site www.recantodasletras.com.br.
Acredito que a vida deve ser vista com bom humor, não que eu ache que tudo que está acontecendo no mundo seja bom e olha que para mim muita coisa está errada, mas parafraseando o grande Machado de Assis procuro escrever com a pena da galhofa.
Escrevo por prazer e não me importo se o mundo reservar para mim o ostracismo.
Acho que isso serve como apresentação.
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