DESTINO: SÃO JOSÉ DO NORTE
São José do Norte, 13 de fevereiro de 2010
Hoje aproximadamente 1 e meia da tarde aportei ( vim de lancha) na muy heróica ( referência a um episódio da Revolução Farroupilha).
Cheguei, almoçei, e aí começaram os meus problemas. Eu tinha feito uma reserva de um apartamento ( com tv, banheiro e ventilador),mas ninguém anotou a minha reserva e sobrou um quarto sem nenhum dos três itens. Protestei, perguntei se não daria para me conseguir um ventilador ( era a única coisa que eu fazia questão). Só restava o ventilador do dono do estabelecimento, e é claro que ele não ia ficar sem.
Saí pela cidade a procura de outro lugar, tudolotado.
Nessa caminhada vi mais um pouco da cidade, vários caminhões carregados de cebola. Vi também umas casas velhas em um estado de conservação não muito bom, me lembrou as imagens de Havana que eu vi em documentário, mas sem as imagens do Che Guevara.
Fui tentar algum lugar na Praia do Mar Grosso, muito menos. Resolvi ligar para o lugar acertado antes, para garantir aquele quarto sem ventilador.
Apesar desse problema, o local onde estou hospedado conta com uma boa localização, a uma quadra da lagoa, perto da rodoviária e da hidroviária. A comida é simples, mas é boa.
Aí então fui na praia tomar um banho de mar.
À noite vi que a cidade não é tão detonada quanto parecia, há uma série de barzinhos e pizzarias ( uma até com música ao vivo).
O cenário montado para o carnaval de rua estava bem arrumado.
Eu tinha falado no Che antes, é no carnaval um grande herói latino- americano não poderia deixar de marcar Presença: o Chapolim Colorado.
PARTE II
PONTO DE ENCONTRO DE AVENTUREIROS
Conversei com outras pessoas que estavam no hotel: dois caras que saíram de bicicleta de Florianópolis com destino a Montevídeu ( percurso feito contornando os litorais gaúcho e uruguaio) e um casal de Porto Alegre que pegou o carro e saiu sem rumo.
Depois de uma noite de sono não muito revigorante, resolvi aproveitar o domingo indo a praia do Mar Grosso.
Eu não havia descrito a Praia do Mar Grosso, lá vai:
Para chegar a ela,pega-se um ônibus na rodoviária de São José do Norte ( estou achnado esse detalhe redundante: pega-se ônibus aonde?). a viagem leva no máximo uns trinta minutos em uma estrada de terra.
A povoação próxima a praia é composta por casas e cabanas de veraneio e há dois restaurantes.
Resolvi ir embora por dois motivos:
* Primeiro: no quarto sem ventilador só fui dormir direito, depois de uma armação de chuva que refrescou o ar. Durmi de janela aberta, ainda bem que não havia mosquitos.
* Segundo: o baile de carnaval no clube custava 50 reais para não- sócios.
PARTE III
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Em uma caminhada vi um banner escrito com a seguinte frase: " Museu do Combate Farroupilha" . pensei no feriado não está funcionando, depois conversando com habitantes locais me disseram que estava fechado.
Antes de ir embora, vi belos quadros com motivos da cidade: o casario, a praia, o farol e as lavouras de cebola.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Geração 85
GERAÇÃO 85
De certa feita, fuçando nas minhas comunidades no Orkut, vi na comunidade 1985 Brasil, um rapaz que estava com idéia de escrever uma peça teatral sobre a Geração 85. Eu, na minha condição de nascido no ano de 1985 e de aspirante a escritor me comprometi a contribuir, já que o “dramaturgo ” estava pedindo opiniões. Compromissos se sucediam, e só agora me proponho a cumprir a tarefa.
Nascemos nos meados dos anos 80. Pensando nos anos 80 ,o que me vem a cabeça?
O flagelo da Aids, a inflação galopante no Brasil (me lembro quando criança uma barra de chocolate custava não sei quantos mil), a Queda do Muro de Berlim, o ápice do rock brasileiro com Legião Urbana, Nenhum de Nós, Engenheiros do Havaí, Ira, Kid Abelha e outras, só citei as minhas preferidas.
Acredito que os anos 80 tenham alguma mágica, pois existem por aí muitas festas temáticas dessa década, eu já fui algumas em Pelotas. Devia ser muito legal dançar de rosto colado uma música romântica do Roxette.
Outro dia, resolvi olhar na Internet pessoas famosas nascidas em 1985, a única digna de nota para mim é a atriz de Piratas do Caribe Keila Knigtley. Tenho sinceramente dúvidas se a minha geração produzirá um bom escritor, um bom músico, uma pessoa que seja lembrada daqui algum tempo.
Partimos agora para algumas idéias soltas sobre os anos 80, um amigo meu disse que nós somos a “geração controle remoto” e que as crianças de agora são a “ geração mouse”.
Quanto aos meus anseios pessoais, acredito que eu não represente as aspirações da minha geração, se eu representasse estava feito, pois os livros de literatura diriam o escritor Fulano representa as idéias de seu tempo. Bom aí , a minha obra podia ser medíocre sem problemas, no entanto seria o símbolo de uma época. Mas eu acredito que um sujeito que se criou no interior do interior do Rio Grande do sul não represente ninguém a não ser a si mesmo.
Mas então, quais são as características comuns da geração 85?
Não sei, talvez seja a busca de estabilidade profissional através de um concurso público, pois como diz a música: “ você precisa de alguém que te dê segurança se não você dança”.
Bom quanto ao meu ideal de vida seia o seguinte: um emprego estável que não me consuma e me permita nas horas vagas cultivar a minha veia literária e viajar. Escrever algum roteiro de filme, ter uma coluna no Correio do Povo ou na Zero Hora e um dia a Playboy me pedir para escrever um conto para a revista.
De certa feita, fuçando nas minhas comunidades no Orkut, vi na comunidade 1985 Brasil, um rapaz que estava com idéia de escrever uma peça teatral sobre a Geração 85. Eu, na minha condição de nascido no ano de 1985 e de aspirante a escritor me comprometi a contribuir, já que o “dramaturgo ” estava pedindo opiniões. Compromissos se sucediam, e só agora me proponho a cumprir a tarefa.
Nascemos nos meados dos anos 80. Pensando nos anos 80 ,o que me vem a cabeça?
O flagelo da Aids, a inflação galopante no Brasil (me lembro quando criança uma barra de chocolate custava não sei quantos mil), a Queda do Muro de Berlim, o ápice do rock brasileiro com Legião Urbana, Nenhum de Nós, Engenheiros do Havaí, Ira, Kid Abelha e outras, só citei as minhas preferidas.
Acredito que os anos 80 tenham alguma mágica, pois existem por aí muitas festas temáticas dessa década, eu já fui algumas em Pelotas. Devia ser muito legal dançar de rosto colado uma música romântica do Roxette.
Outro dia, resolvi olhar na Internet pessoas famosas nascidas em 1985, a única digna de nota para mim é a atriz de Piratas do Caribe Keila Knigtley. Tenho sinceramente dúvidas se a minha geração produzirá um bom escritor, um bom músico, uma pessoa que seja lembrada daqui algum tempo.
Partimos agora para algumas idéias soltas sobre os anos 80, um amigo meu disse que nós somos a “geração controle remoto” e que as crianças de agora são a “ geração mouse”.
Quanto aos meus anseios pessoais, acredito que eu não represente as aspirações da minha geração, se eu representasse estava feito, pois os livros de literatura diriam o escritor Fulano representa as idéias de seu tempo. Bom aí , a minha obra podia ser medíocre sem problemas, no entanto seria o símbolo de uma época. Mas eu acredito que um sujeito que se criou no interior do interior do Rio Grande do sul não represente ninguém a não ser a si mesmo.
Mas então, quais são as características comuns da geração 85?
Não sei, talvez seja a busca de estabilidade profissional através de um concurso público, pois como diz a música: “ você precisa de alguém que te dê segurança se não você dança”.
Bom quanto ao meu ideal de vida seia o seguinte: um emprego estável que não me consuma e me permita nas horas vagas cultivar a minha veia literária e viajar. Escrever algum roteiro de filme, ter uma coluna no Correio do Povo ou na Zero Hora e um dia a Playboy me pedir para escrever um conto para a revista.
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