terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Geração 85

GERAÇÃO 85
De certa feita, fuçando nas minhas comunidades no Orkut, vi na comunidade 1985 Brasil, um rapaz que estava com idéia de escrever uma peça teatral sobre a Geração 85. Eu, na minha condição de nascido no ano de 1985 e de aspirante a escritor me comprometi a contribuir, já que o “dramaturgo ” estava pedindo opiniões. Compromissos se sucediam, e só agora me proponho a cumprir a tarefa.
Nascemos nos meados dos anos 80. Pensando nos anos 80 ,o que me vem a cabeça?
O flagelo da Aids, a inflação galopante no Brasil (me lembro quando criança uma barra de chocolate custava não sei quantos mil), a Queda do Muro de Berlim, o ápice do rock brasileiro com Legião Urbana, Nenhum de Nós, Engenheiros do Havaí, Ira, Kid Abelha e outras, só citei as minhas preferidas.
Acredito que os anos 80 tenham alguma mágica, pois existem por aí muitas festas temáticas dessa década, eu já fui algumas em Pelotas. Devia ser muito legal dançar de rosto colado uma música romântica do Roxette.
Outro dia, resolvi olhar na Internet pessoas famosas nascidas em 1985, a única digna de nota para mim é a atriz de Piratas do Caribe Keila Knigtley. Tenho sinceramente dúvidas se a minha geração produzirá um bom escritor, um bom músico, uma pessoa que seja lembrada daqui algum tempo.
Partimos agora para algumas idéias soltas sobre os anos 80, um amigo meu disse que nós somos a “geração controle remoto” e que as crianças de agora são a “ geração mouse”.
Quanto aos meus anseios pessoais, acredito que eu não represente as aspirações da minha geração, se eu representasse estava feito, pois os livros de literatura diriam o escritor Fulano representa as idéias de seu tempo. Bom aí , a minha obra podia ser medíocre sem problemas, no entanto seria o símbolo de uma época. Mas eu acredito que um sujeito que se criou no interior do interior do Rio Grande do sul não represente ninguém a não ser a si mesmo.
Mas então, quais são as características comuns da geração 85?
Não sei, talvez seja a busca de estabilidade profissional através de um concurso público, pois como diz a música: “ você precisa de alguém que te dê segurança se não você dança”.
Bom quanto ao meu ideal de vida seia o seguinte: um emprego estável que não me consuma e me permita nas horas vagas cultivar a minha veia literária e viajar. Escrever algum roteiro de filme, ter uma coluna no Correio do Povo ou na Zero Hora e um dia a Playboy me pedir para escrever um conto para a revista.

Um comentário:

  1. Eu também quero um emprego estável. Agora felizmente tenho um que não me consome e tenho tempo vago para fazer as coisas que gosto,mas ainda não é estável.
    E quero me tornar imortal, através da literatura, mas quero ver minhas obras fazendo sucesso muito antes de eu morrer. Senão, não vai ter graça nenhuma.

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