domingo, 7 de março de 2010

LITERATURA E CENSURA

LITERATURA E CENSURA
Ontem conversando com um amigo antes de olhar no Supercine “ Cidade Baixa”, falávamos que filme nacional não é só sacanagem. Muitos dizem filme nacional é só “putaria” não vou ver, quem já teve oportunidade de ver cinema europeu sabe que os filmes do Velho Mundo também tem cenas de sexo. Pode-se dizer que alguns filmes brasileiros são apelativos, mas alguns norte- americanos também são, é a nossa velha síndrome de “ vira-lata”.
O Cidade Baixa tem muitas cenas de sexo, mas tem uma boa trama em meio a tudo . Mas na verdade o objetivo principal do texto não é comentar o cinema nacional e sim debater a questão se a arte deve se censurar.
Muitas vezes filmes e livros se utilizam de palavrões, mas essa é a fala das ruas. Érico Veríssimo em seu personagem Floriano Cambará ( um escritor) diz que imaginava sua mãe o lendo e reprovando. Mas o maior compromisso do escritor é consigo mesmo, com a sua verdade com que ele deseja escrever ou tem necessidade de escrever ( para mim é necessidade). Se começar a se auto-censurar, seu texto não vai fluir, vai tornar-se artificial e é melhor abortá-lo.
O detalhe é que o escritor torna público o que as outras fazem, pensam e dizem em surdina.

Um comentário:

  1. Concordo com você. Escritores, artistas em geral, não devem ser censurados de maneira alguma. Eu detestaria ter que ficar me policiando na hora de escrever, o texto perderia toda a graça.

    ResponderExcluir